terça-feira, 10 de junho de 2008

FM!!!


FM, nesse caso, quer dizer "fala merda". Merda é palavrão e eu não gosto de escrever palavrão, o que é uma grande bobagem, considerando que falo palavrões. Mas não deveria, porque é grosseiro e "tals", meus pais não gostam e blá, blá, blá...


Hoje meu dia teve disso: falei merda! Coisas de quem acha que tem opinião a dar, ou, como diria o Renato Russo, de quem fala demais por não ter nada a dizer. Não tinha nada que dizer aquilo... Pode se rasgar de curiosidade que eu nunca, jamais, em tempo algum vou repetir a merda gigante que falei hoje. Impensado. Impulsivo. Irresponsável.



Arependimento pode não matar, mas tira o sono. E como culpa é comigo mesmo, aqui estoueu, acordada! Pra variar, pensando, me consumindo, perdendo minutos preciosos do meu sono, que eu não compensarei amanhã de manhã. Imperdoável. Injustificável. Irrevogável.



Sabe o tipo de coisa que se diz num momento de fúria, ou até de empatia? Ninguém me perguntou, mas lá estava eu respondendo. Que raiva de mim mesma por repetir um erro tão primário e conhecido. Ofensiva. Generalista. Mentirosa.



Desculpa, pessoal. Não foi por mal...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Nem sei o que dizer...


Perdi o sono. Mais uma vez.
Isso acontece comigo com certa freqüência.
Algo perturba meu sono, eu acordo, percebo que estou com sede, levanto, bebo água, não durmo mais.

Péssimo.

Mas eu tentei fazer diferente essa noite; fiquei na cama pensando. E não deu certo.

Lembrei do traficante que eu vi no jornal. O cara tinha, dentro da cela do lugar onde está preso, duas pistolas, uma geladeira abarrotada, algum luxo e R$228.000,00.

Não, não tem zero demais aí. Duzentos e vinte e oito mil reais!
E ninguém viu, não é incrível?! Nos dois sentidos da palavra!

Incrível: adjetivo de dois gêneros e substantivo masculino; aquilo que não é crível, não se pode acreditar; fora do comum, ridículo, extravagante, excêntrico, singular, incompreensível (Houaiss).

Depois de tanto dólar na cueca e tantas outras coisas que ninguém sabe, ninguém viu, isso conseguiu me chocar! Minha reação foi rir...

Eu não tenho nada perto dessa grana. Mas fiquei pensando: e se tivesse?

1. Se tivesse, eu teria entrado naquele grupo de pesquisa, apesar do meu sobrenome, mesmo se fosse natural de uma tribo indígena da nascente do Rio Amazonas, e teria feito aquele doutorado.

2. Se tivesse teria processado aquelas pessoas, feito uma longa viagem pra desestressar e voltado linda e loura pra continuar a vida normalmente.

3. Se tivesse, talvez decidisse por continuar lá, podendo vir aqui uma vez por semana, nem que fosse só até o dinheiro acabar.

4. Se tivesse, teria um filho daqui a nove meses, com garantia de que ele/ela teria saúde, educação e segurança até ser dono(a) do próprio nariz, pelo menos.

Mas eu não tenho. E sabe por que?
Porque eu não sou traficante! Eu ouvi meu pai me dizer o que é bom e tô na lida, como a maioria de vocês. Eu optei por estudar e tentar sobreviver da maneira convencional: trabalhando. E sou obrigada a concordar com a minha mãe, que me disse hoje que a gente nunca ganha o quanto merece, ganha bem menos do que precisa, e menos ainda do que gostaria de ganhar.

Quem cresceu em Belém e ia às sessões do Cine Olímpia conhece bem como era o antigo funcionamento daquela loja famosa lá do lado. Todo sortimento de bala exposto e ao alcance das mãos. E sempre tinha um adulto descerebrado pra nos incentivar a sair da loja com os bolsos cheios de balinha... e do dinheiro que deveria ter sido usado pra pagá-las. O discurso era o seguinte: se eles (a loja) não quisessem que as pessoas pegassem, não deixariam exposto daquela maneira.

Será mesmo que deveria ser assim?

Eu tenho o orgulho de dizer que NUNCA, jamais, em tempo algum, saí daquela loja com uma balinha sequer no bolso que não tenha sido paga. Porque eu sabia, desde muito pequena, que aquilo não estava certo... Graças aos meus pais.

Eu fico imaginando quantas vezes as pessoas que roubavam balinha antes da sessão de cinema reproduziram isso de forma generalizada, seguindo a lógica do "todo mundo faz".
E quantas serão elas? Porque se forem a maioria...

O "dado concreto" é que eu não tenho essa grana.
E provavelmente você também não...

Vou dormir de novo!

Até.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Blogueiros Paraenses

Oi todo mundo!

Semana passada conheci uma comunidade no Orkut que tem uma proposta bem legal: agregar os blogueiros paraenses ou os forasteiros morando nas terras de cá.

Ah, sim! A comunidade se chama Blogueiros Paraenses, e o link está aqui
Comunidade de gente legal, com idéias legais, e textos mais legais ainda.
Recomendo!

Beijocas.

sábado, 31 de maio de 2008

Treino de Autocontrole: Exercício 1


Minha amiga Drica e eu fomos hoje fazer uma atividade divertidíssima: compras de supermercado.
Batata, cenoura, abobrinha, carne, peixe, papel higiênico. Tudo no carrinho e eis que, de repente, visualizei o cartão de crédito na prateleira do guarda-roupa.
E não é que ele estava lá mesmo?!
Como será que alguém consegue pagar as compras sem cartão e sem dinheiro???
Não consegue, né, anta?!
Esse pequeno contra-tempo faz parte de um importante treino de autocontrole para economizar.
Aliás, essa semana tem sido um período de muitas novidades: estamos em dieta. Sim, comendo pouco, comida saudável, com hora marcada.
É verdade que em vários momentos eu tive um desespero por um copo de coca-cola e um cachorro-quente com bastante salada de repolho e maionese.
Mas eu resisti!!!
O que pra vocês pode parecer besteira, pra mim é um grande passo!
Um "grande" passo para uma mulher, um "pequeno" passo para a humanidade!
Hehehehehehe...
Até!

domingo, 25 de maio de 2008

ERRATA!

Quero corrigir algumas coisas aqui.
Não em um post específico, mas no blog, de um modo geral.
Gosto de erscrever e gosto que as pessoas leiam o que eu escrevo, então, acho importante fazer isso.
O Paulo de vez em quando lê meu blog e, ao ler o último post, me disse que acha que as coisas que eu escrevo fazem parecer que eu sou muito infeliz. Ficou até preocupado, tadinho, com o meu grau de satisfação e felicidade.
Então, quero deixar bem claro o seguinte:
PESSOAL, EU SOU MUITO FELIZ!!!
Mas, quando tô triste, pensativa, quando algo me incomoda, quando pessoas me incomodam, tenho vontade de escrever.
Portanto, o que se lê aqui é regulado pela minha relação com a escrita. Sinto incômo, logo, sinto vontade de escrever. A fórmula é essa, e só.
Então, só pra confirmar pra quem interessa: PAIXÃO, EU TE AMO E SOU MUITO FELIZ, VIU?!
E tenho dito!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mais Louco é Quem Me Diz...


Química instável.
Depois de dizer isso eu nem precisaria continuar escrevendo, mas não tomei minha dose de "se mancol" hoje...

À minha vida se aplica plenamente aquela frase célebre que diz: "cada mergulho é um flash!".
Às vezes fico até ofuscada com tanto flash, tonta com a velocidade das mudanças.

Todas dentro de mim.

Voltei à estaca zero e essa foi minha prova dos nove. Permiti que isso acontecesse, mas confesso que não foi totalmente proposital; eu estava otimista quanto às minhas mudanças.

Tudo mentira! Promessas quebradas!

Minhas unhas estão roídas. Meu cabelo mudou de cor, de novo. Minha insônia dá o ar da graça toda noite. Tenho enjôo; minha cabeça pensa muito. Tento advinhar o futuro. Organizo a vida em pensamentos. O mundo conspira contra mim. A vida se embaralha outra vez. O ponteiro da balança sobe.

E eu fico aqui pensando: quem poderá me salvar???

Faço cronogramas pra cercar o tempo e me convencer a levantar em um horário decente, porque deus ajuda quem cedo madruga.

Me agarro a uma coisa de cada vez, embora eu saiba que a outra coisa é mais importante que a uma, e que isso limita minhas chances. Mas tudo bem, melhor um pássaro na mão que dois voando.

Nem sei se um dia estarei estável o suficiente pra fazer mais de uma coisa por vez, mas a esperança é a última que morre.

Considerando que já tenho 31, é melhor começar a levar a sério as tentativas de estabilizar, porque já deixei passar muitas oportunidades. Antes tarde do que nunca, mas não quero chegar aos 71 tentando. Ninguém merece ter crises existenciais nesse período da vida.

O que me consola é que, no final, tudo dá certo.

Às vezes fico mesmo pensando em todas as mudanças pelas quais eu passo sem entender exatamente o que tenho que mudar em mim pra me sentir fazendo parte do mundo. A última coisa na qual eu quero acreditar é que a gente é pra o que nasce.

Será mesmo que pau que nasce torto nunca se endireita?

(Segura o tchan!!!)

Antes, até, penso se vale a pena ficar falando sobre as minhas questões pessoais aqui. Na maioria das vezes fico constrangida em admitir minhas limitações e a maneira como funciono é uma delas... Quer saber? A vida é da pessoa!

Mas pensando na minha profissão, talvez fosse mesmo bom encerrar o assunto por aqui e fazer uma capa de equilíbrio e serenidade, porque em terra de cego, quem tem olho é rei.

Por outro lado, talvez compartilhar essas questões seja bom, no final das contas, porque uma andorinha só não faz verão. E eu já entendi faz tempo que, em certas situações, é preciso uma força-tarefa.

Bom, pode ser, inclusive, que não tenha ninguém aí lendo. Pode ser que, ao ler sobre as minhas questões pessoais, o máximo que você, leitor, possa ou consiga fazer é lembrar das suas próprias questões pessoais e fale sobre elas no seu comentário, esquecendo que o foco aqui são as minhas questões. E nesse caso, antes só que mal acompanhada!

Na verdade, eu agradeço a sua visita. Muito mesmo! E entendo que cada um trate a si como prioridade absoluta. O que eu quis dizer é que...

Ah! Deixa pra lá...
Cada um com seus problemas!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Outro tempo começou...


Escrevi isso há algum tempo e não postei. Hoje, ouvindo o Ney cantar "é preciso estar atento, forte. Não temos tempo pra temer a morte", me arrependi e resolvi postar.

Algumas coisas ainda são verdade, a não ser pelo fato de eu não ter persistido nas minhas "atitudes". Ah! A Lud sumiu. Pra valer, dessa vez. E eu expulso os passarinhos que vêm ao canteiro, porque acho que um deles papou a pobrezinha...

É o seguinte:

"Antes de tudo, o texto é grande, não comece se não quiser terminar!


Muitas coisas mudaram nos últimos dois meses e a grande maioria me trouxe uma tranqüilidade como há muito tempo eu não experimentava. Não que todas elas tenham sido boas, pelo contrário. Mas certamente todas elas me mobilizaram de tal forma que fui obrigada a aprender a contar o tempo um pouco mais devagar.

Pra falar a verdade, se voltasse no tempo, facilmente perceberia que já estava mais do que na hora de botar o pé no freio.

Foi preciso meu cérebro “tiltar”, meu corpo parar de responder na mesma freqüência, meu pensamento se desorganizar, eu ficar atordoada, triste e rancorosa, grudada no sofá, apática e perdida nos pensamentos trágicos.

“Pane no sistema, alguém me desconfigurou”.

Fui obrigada a começar o processo de mudança. Pra melhor! Por algum tempo tive medo de mergulhar nessa de mudar; medo de não ser mais eu mesma e perder pessoas. Mas, putz, quem sou eu mesmo???

Essa é a parte difícil de começar: não saber exatamente de onde partir.

Eu selecionei algumas coisas: apatia, tristeza, cansaço e medo.

Pra me movimentar, comprei um tênis; saí do sofá, comecei a lidar com a angústia de sair de casa, ir ao médico, ir à terapia, sair e ver o mundo. Nesse quesito ainda oscilo, mas acho que já avancei bastante!

Pra tristeza, estabilizei meu cérebro. Demorei pra aceitar isso, ainda não sei se consigo falar... E pra falar a verdade, acho que não preciso.

Pro cansaço, comecei a criar estratégias pra dormir bem, não ter pesadelos, não acordar às 4h da madruga, não me assustar com minhas tentativas de grito durante o sono. Era muita coisa ao mesmo tempo e descansar, respeitar meu horário de sono, me obrigar a olhar pro teto, se necessário, até dormir, tudo isso fez a maior e a melhor diferença de todo o processo até agora.

Pro medo, adotei uma aranha. Quem me conhece sabe que não tenho uma relação amistosa com aracnídeos de um modo geral. Mas essa aranha é especial...

Temos uma jardineira na varanda de casa e lá tem diversas plantas e matinhos que eu planejava substituir, mas o Paulo achou uma aranha lá e a Gisele a batizou de Ludmila. Nós a chamamos – intimamente – de Lud.

Ela é uma Aranha de Prata, é fêmea mesmo e faz e refaz sua teia numa agilidade impressionante. Passamos a alimentá-la com moscas e formigas que achávamos pela casa. Até que um dia ela simplesmente parou. Não refez mais a teia, não comeu os bichinhos que caçou – e nem os que nós caçamos.

Minha primeira reação foi sentir culpa. Achei que tínhamos dado algum bichinho envenenado pra ela e que ela estivesse morrendo. Achamos que talvez ela não devesse comer soldadinhos (aqueles bichinhos pretos com bolas brancas nas asas) e tinha sido sua última caça, a que estava no centro da teia.

Depois fiquei com raiva dela – sim, pode rir, criei uma relação de afeto com ela – achei que ela tinha desistido, que era uma aranha fraca e que realmente não merecia sobreviver.

Um dia, olhei pra teia e havia duas aranhas lá. Fomos olhar de perto, curiosos, e percebemos que ela estava crescendo. Passou quase 48h fazendo o esforço de crescer dentro da “casca” velha até conseguir se livrar dela... Achei o máximo e me arrependi de ter xingado a Lud quando ela parecia ter desistido.

Entendi que eu agia assim com as pessoas e comigo. Profundo isso, né? Mas é verdade! Não tinha paciência pra respeitar os limites, meus e dos outros. Não conseguia compreender quando alguém travava, quando andava em descompasso com meu ritmo acelerado, quando eu achava que a pessoa poderia me acompanhar e não me dava ao trabalho de perguntar se poderia mesmo. A Lud me deixou atenta a isso todos os dias depois de sair da “casca”.

Outro dia deu uma ventania muito, muito, muito forte e ela sumiu, a teia sumiu, tudo sumiu... Fiquei triste. A Lud saiu voando e não vai voltar. Acho que não estava preparada pra isso.

Mas eis que, passada a chuva, achamos a Lud subindo do pé da planta onde ficava a teia dela, fazendo uma teia provisória. Continuava forte, bonita e grande. Fiquei orgulhosa dela! Fiquei orgulhosa de mim...

E assim vai a vida: uma coisa de cada vez, lenta e despreocupadamente, respeitando o relógio grande que agora conta o tempo pra mim.

Dizem por aí, que no relógio grande o tempo demora mais a passar! (hihihihihihihihihihihihihi)

Beijos, queridos!"