segunda-feira, 3 de março de 2008

Para o meu amoreco, Paulo (Da Série "Cartas")


Oi fofura!
Quero te contar do meu final de semana divertido.
A viagem de ônibus foi muito tranqüila e eu consegui dormir a noite toda. Quando tava chegando aqui abri as cortinas do ônibus e vi a cidade toda coberta por aquela neblina típica daqui. Um friozinho gostoso! Naquele momento pensei que eu e você poderíamos ter vivido aqui por um bom tempo, felizes.
A casa da Ró continua igual, mas agora com mais moradores, o que - na verdade - torna tudo diferente e mais divertido.
Fomos pra um sítio ontem e foi muito bacana. Meu nariz tá vermelho, você tinha que ver! Nosso passeio pelo sítio me rendeu marquinha de sol e uma chinela atolada em bosta de vaca. Bosta é uma palavra feia, né? Mas é engraçada!
Hoje quando acordei tive a sensação estranha que tenho sempre que viajo: que só há dois lugares no mundo nesse momento - onde eu estou, e onde você está. É como se eu nunca tivesse estado em outro lugar... Estranho.
E apesar dessa sensação, tenho certeza que as coisas só farão sentido quando só houver um lugar; quando nósestivermos juntinhos em casa, mesmo sem neblina e friozinho.
Te amo muito! Tõ com uma saudade de você...
Beijoca.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Para minha amiga Rosângela (Da Série "Cartas" - Texto em baianês)



Ró, querida, que saudade de você!
Como estão as pessoas da casa? Sinto falta de todos, até de Cissa!
Vim a Salvador resolver minha vida e estou hospedada na casa de Mariana, que você conheceu da última vez que esteve aqui.
Isso me faz pensar em todos vocês aí e no quanto era divertido estar em sua casa.
Aqui as pessoas são surpreendentemente livres, destemidas e sem culpa. Achei isso o máximo! D. Marina, mãe de Mari, é gente finíssima e nem um pouco repressora. Outro dia, conversando com Paulo, disse a ele que achava muito curioso as pessoas poderem falar sobre "sexo, drogas e rock'n roll" com a própria mãe.
Ela, D. Marina, costuma me dizer que passar esse tempo na casa dela será uma experiência transformadora em minha vida. E eu concordo!
Mariana é uma menina (usando as palavras dela) "virada na porra", muito batalhadora e tem se mostrado uma amiga muito especial.
Atribuo isso à educação budista que todas receberam aqui.
Mas voltando à sua casa, diga à Raíssa que quando eu chegar, faremos várias coisas muito legais! Aprendi a fazer um molho que vocês vão adorar. E vá se preparando porque essa semana tô carente de mãe e você vai ter que me fazer cafuné. Desocupe minha cama, hein?!
Ah! E compre lá o xarope ou seja lá o que for aquela mistura infalível que você prometeu!
Sexta-feira estarei aí.
Super beijo!
Mi.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Para minha amida Drica (Da Série "Cartas")


Drica, querida!
Como estão as coisas? Tem feito um calor infernal aqui. Sim! existe um lugar mais quente que Belém! E é exatamente onde estou...
Como tinha te dito antes, as coisas mudaram por aqui. Vou poder ir à praia! Seis hora de trabalho por dia... Posso ir todas as manhãs se quiser! Pelo menos enquanto tem praia. Muito em breve não haverá mais.
Apocalíptica essa declaração (A propósito, escrevi certo?).
Ando feliz e aliviada, mas como sempre, contando os dias!
Bom, ultimamente eu ando como o Chico diz naquela música, pensando em telefonar, mas a tarifa não tem graça. Queria contar as novidades pessoalmente, mas até ter a oportunidade elas já não serão mais novidade.
A vida é assim. Tudo corre muito aceleradamente! Pra alguns, pelo menos.
Quero saber de ti. Me escreve quando tiver um tempinho. Pelo menos a tecnologia favorece as relações, já que as operadoras de telefonia se ocupam de prejudicá-las.
Ah! Diz pra tua mãe que talvez eu vá pra inauguração da casa nova e vatapá não é, necessariamente, um prato popular. O dela, particularmente, é divino!!!
Não esquece de escrever, hein?!
Um beijo muito carinhoso pra minha pequena grande amiga (Ô trocadilho infeliz! Mas é sincero!)
Tchau,
Mi.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Para minha amiga Vivian (Da série "Cartas", hihihihihih...)




Tenho pensado muito em você. Estou realmente com saudade! Queria discutir a "profundidade" da vida e suas conseqüentes angústias, te dar um abraço e chorar no seu ombro.
Hoje a química tá alterada, por isso a vontade de chorar... :o)
Você tá pronta pra encarar a estrada? Te acho tão repentinamente forte! Queria estar assim.
(Bom, se é que é possível essa classificação, minha inveja - de querer estar como você - é boa!) Fiquei tão, mas tão feliz por você encarar essa nova jornada...
Tô na torcida!
Tô de volta a Salvador, mas contando os dias pra voltar pra casa. Tenho certeza que você compreende.
Ah! Gostei tantíssimo da sua mensagem de aniversário! Fiquei toda orgulhosa - e chorosa - com o título de "sua melhor amiga"!!! Vamos mesmo planejar aquelas mini-férias, ok?
Pra terminar, um super clichê personalizado pra você: a cartinha é curta, mas o carinho é grandão, viu?
Super beijo, amida!
Mi.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Luxo!


Por que será que tá na moda falar sobre luxo?

A Vida Simples, a Vivi, o Saia Justa...

Citando a Vida Simples, e considerando esse momento da minha vida, cada vez mais tenho considerando que os “objetos de luz” não são mais tão objetos assim. Não são materiais. Pelo menos nem todos.

Minha câmera fotográfica.

Foi um luxo. E para comprá-la foi necessário um certo aborrecimento na tentativa de convencer outras pessoas de que seria bacana comprá-la, até eu entender que quem trabalhou pra ganhar aquela grana fui eu e, portanto, além da grana ser minha, era eu que decidia se eu “merecia” ou não tirar fotos quando quisesse.

Esse foi um luxo material.

No blog da Vivi eu havia dito a ela que beijar na boca era um super luxo. Mas estava aqui pensando que luxo mesmo é escolher ficar sem grana, mas feliz. Me “dar ao luxo” de começar tudo de novo, de não ser complacente, não ficar de braços cruzados achando que é assim mesmo.

Não é! Não é mesmo! Não deveria ser.

Tudo de bizarro parece tão normal pra algumas pessoas que eu, que sou questionadora, me sinto um alienígena achando as coisas tão surreais.

Meu luxo supremo é ser feliz! Sempre foi.

Começando por beijar na boca todos os dias, passa por um apê de 2 quartos com moradores divertidos, almoçar na Mundurucus uma vez por semana, ter a chance de voltar a estudar, ter um sobrinho de 4 anos, um irmão de 7, uma piscina aos domingos...

Que luxo!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Vinícius




Desde que assisti "Vinícius" no GNT, fquei viciada.
Leio, ouço, canto, me emociono...
Ultimamente só Vinícius e Chico têm invadido os espaços da minha casa. Da minha cabeça.
Ouço Chico o dia todo, leio Vinícius antes de dormir.
Como é possível que alguém tenha dito tantas coisas bonitas em uma vida só?
Eu gosto muito!
Achei em Vinícius uma frase perfeita pra mim: "Meu tempo é quando" (Poética I).
O texo é curto, porque eu não sou assim capaz de escrever tanta beleza...

E estou com pressa, vou passar a tarde em Itapoã
(Itapuan, Itapuã, Itapoan... Aqui em Salvador, isso dica a critério do freguês)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

E continua a girar...


Cheguei à conclusão que a televisão tá me fazendo mal...

É, todo mundo é muito profundo, muito intenso na televisão. Uma farsa!
E eu tenho experimentado angústias que nem sei se são minhas ou se incorporei de algum personagem das séries que acompanho. Bom, ainda não me tornei o House, e embora me identifique com o Monk não é deles que tô falando.

Tô falando daquelas mulheres tomando fôlego pra salvar a humanidade, serem felizes e realizadas, tudo ao mesmo tempo.
Tô falando das reflexões sobre os novos tempos, as novas famílias, sobre aquilo servir como um espelho que não me mostra nada igual a mim e transforma as diferenças em destques coloridos do reflexo. Como se fosse uma foto minha em preto e branco com meus olhos, apenas meus olhos verdes, coloridos.

Viu?

Tudo isso que eu falei é tão psicanalítico... Tão possível de tantas interpretações... E eu queria ser tão mais simples.
E seria se me deixassem ir a um psiquiatra tomar remédio legitimamente. Parece até que sou uma depressiva que se droga por conta própria! Foi horrível isso... :o)

Outro dia tava assistindo Saia Justa e cada uma delas tinha que levantar um tema. Maitê falou de uma peça na qual o personagem um dia levantou o braço pra chamar a atenção dos outros sobre si mesmo e passou o resto da vida com o braço levantado. E perguntou qual seria o momento da vida de cada uma em que elas levantaram o braço pra chamar a atenção.

Putz, isso pegou pesado comigo... Esse blog, afinal, é meu braço levantado. Levantei o braço diversas vezes, mas a atenção que recebi não foi assim tão positiva. O que é pior é que fui insensível às contingências e continuo a levantar o braço até hoje! De diversas maneiras, pra pessoas diferentes, em diversos contextos.
Mas o afetivo é o campo que quando invado vou com os dois braços levantados, saltando e gritando.

Cheguei à essa conclusão vendo tv... Não sou tão safa quanto gostaria e reconhecer isso há algum tempo me incomoda.

Por favor, todos vocês, olhem pra mim!!!
:o)