sábado, 25 de outubro de 2008

Sobe, astral!


Baixo astral total... É assim que eu tô hoje.
Tenho feito inúmeras tentativas pra que as coisas comecem a dar certo, mas parece que faço algo errado.

A sensação que eu tenho é que as pessoas dificilmente vão com a minha cara... Sei lá, freqüentemente é meu o último post em uma discussão no orkut, as pessoas não voltam pras aulas por muito tempo, não retornam meus telefonemas, não respondem meus emails.

Será que ninguém leu jornal essa semana??? O que eu planejei com tanto carinho e com tantas horas de dedicação foi um fiasco...

Pra piorar, amanhã tem eleição... Quem eu escolho? O péssimo ou o fiasco??? Enrascada, né?

Nem sei o que dizer...
O sono me pegou...

Ô finaldesemanazinho esse, viu?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Eu shamuzo, tu shamuzas, ele shamuza


Comecei a ler um livro que o Paulo comprou: "O que a baleia Shamu me ensinou sobre vida, amor e casamento - Lições dos animais e seus treinadores para todos nós", de Amy Sutherland, Editora Best Seller, 204 páginas, R$19,90 (aqui em Belém).

Não consigo mais parar!!!


Não quero assustar ninguém dizendo que é um excelente manual de análise do comportamento para leigos e - diga-se de passagem - para analistas do comportamento que muitas vezes esquecem sob que princípios o mundo (e todo mundo) funciona. Pra mim tá sendo excelente!

Mesmo lendo esse post, comprem o livro, porque é muito bom! Muito mesmo!

Agora estou tentando deixar de lado algo que é uma prática freqüente minha: o antropomorfismo. E eu não estou me referindo apenas a animais não-humanos. Definindo operacionalmente, resolvi seguir o conselho da Amy e aderir ao exercício de encarar comportamento apenas como comportamento, sem atribuir a eles nenhum status especial. Sabe aquele papo de organismo, interação, ambiente e tals? Muito mais simples, né?

Mais simples que achar que tudo diz respeito a mim e que eu tenho responsabilidade e controle sobre as coisas. Nada pessoal.

Também decidi preparar todos os animais à minha volta para o sucesso. Achar o momento certo pra aplicar as técnicas do treinamento progressivo e garantir, assim, o mínimo sucesso. O bom é poder fazer isso na prática e ver o meu próprio progresso (ainda tímido) ao pensar como treinadora de animais.

Nada mais de ironia, implicância, irritação; é aí que quero chegar! Estou no primeiro passo da tarefa e, mesmo que seja difícil adotá-la, enquanto a leitura está fresquinha tem sido divertido e prazeroso. O que significa que o treinamento de mim mesma tem muitas chances de ser bem-sucedido.

Hoje, por exemplo, vendo o Paulo produzir um pôster super bacana pra Semana Científica do lab, sentado por um tempão na frente do notebook, com o pescoço totalmente curvado pra baixo, na direção da tela do computador, fazendo uma curva absurda na coluna, provavelmente adquirindo várias inflamaçõezinhas, cultivando o que mais tarde vai ser uma bela dor nas costas e a companheira dor de cabeça. Obviamente que tentar prevení-lo do resultado é minha obrigação, porque eu o amo, mas depois de várias tentativas eu compreendi que naquele momento, tudo o que interessava a ele era concluir aquele trabalho. Naquele momento ele não estava preparado para o sucesso.

Uma das tarefas mais bacanas sugeridas no livro é conhecer as espécies com as quais lidamos no dia-a-dia e a Amy fala tanto do próprio marido como uma espécie que é impossível não fazer relações semelhantes. O Paulo deve fazer parte de uma espécie em extinção...

A Amy conta que quando ela abraçou um golfinho, descobriu que para eles - os golfinhos - aquilo era apenas mais uma tarefa aprendida. Não tem nada de carinho, nem de relação especial com os seres humanos, é apenas mais um caminho até as sardinhas. Mesmo assim, ela riu como idiota curtindo sua "experiência única na vida". Quando eu vi uma girafa pela primeira vez, me emocionei. Até chorei, com o carão da girafa bem pertinho da minha cara, mascando aqueles folhas - a girafa, não eu - me olhando meio de lado. Grande coisa pra girafa. Quantos humanos não passam por ela todos os dias no zoológico de São Paulo???

Mas a minha espécie é assim: emotiva, preocupada, gosta de preparar surpresas e dar presentes, gosta de beijar na boca, andar de mãos dadas, ganhar flores roubadas, inclinada a arroubos de paixão, às vezes à tristeza profunda, deseja que os dígitos da conta bancária se multipliquem magicamente, deseja perpetuar a espécie e fantasia sobre isso, quer ser gostada, cultiva amigos e família etc, etc,etc...

Lendo sobre a experiência da Amy com o golfinho foi inevitável vir dar uma olhadinha no Paulo, enquanto ele trabalhava. E eu olhei com a cara de bocó característica da minha espécie ao olhar para o animal amado. Tive vontade de dizer a ele, naquele momento, o que eu escrevo agora: não importa se nós somos o golfinho e a humana; cada vez que ele "cumpre o protocolo" pra ganhar a sardinha dele mais tarde, eu me sinto como uma "igiota", curtindo o meu momento único. Me sinto feliz.

Ele já conhece direitinho o animal com o qual está casado e sabe perfeitamente como me treinar! Ele me shamuza direitinho!!!

Claro que com os demais animais com os quais lido, pretendo adotar todas essas práticas também, mas sem esquecer nunca de uma regra de ouro: tudo que tem boca morde!
Pra bom entende dor, mei palavra basta.

Leiam o livro e vejam como é legal e possível pensar como treinadores de animais em todos os momentos da vida.

Acho que vou mandar fazer uma camiseta: Descubra o poder de shamuzar!
Hehehehehehehe...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Flashback




É isso aí... Recordar é viver!
O dia de hoje foi legal. Choveu. Finalmente, depois de algumas semanas fazendo aquele calorão que só quem vive(u) aqui conhece.
O calor aliviou? Não, claro que não.
Mas por alguns instantes eu pude lembrar do cheiro do asfalto molhado, aquela poeirinha virando lama e aquele cheirinho da terra molhada. Booooommm...
Depois disso, encontrei pessoas com as quais até encontro com certa freqüência, mas as lembranças delas desencadearam as minhas.
Nem são lembranças tão boas assim, mas são engraçadas.
Lembrar dos lenços "emudecidos" é sempre um barato!!! Sempre acaba em risada!
Outras coisas me lembraram a finitude das coisas e eu fiquei nostálgica. Por ciclos que se encerram, relações que acabam, lugares que deixamos de freqüentar...
A substituição das coisas é a parte difícil da vida.
Será mesmo possível substituir o amor perdido por outras coisas "prazerosas"? A amizade que evanesceu por novas que certamente irão requerer um esfooooooooorço daqueles?
Sei lá, eu gosto da manutenção. Da ordem. Da regularidade.
Devo ser meio autista...
Ou "saciei" no que diz respeito à mudanças. Claro que mudar pra melhor é sempre legal e muito mais fácil. Às vezes. No que diz respeito às coisas simples, pelo menos.
Claro, se as outras não fossem complexas elas seriam simples, logo, fáceis. Ou menos difíceis.
Ah! Isso pra mim é como pensar no infinito. Dá uma agonia absoluta e sem solução, de maneira que o melhor é não pensar sobre.
E tenho dito.

domingo, 3 de agosto de 2008

A mocinha morre no final...

Eu sei de uma coisa que vocês não sabem!!!

Foi assim que tudo aconteceu:

Dodi e Donatela eram amantes mesmo na época em que ela era casada com o Marcelo, e ele com a Flora. Obviamente, todo mundo sabe que a Flora e o Marcelo também eram amantes...

Dos três (Dodi, Flora e Donatela) a Donatela foi quem se deu melhor. Marido rico é sempre um bom investimento. Para o Dodi, então, um marido que poderia render 22 milhões de dólares para a esposa, parecia um investimento melhor ainda.

Quando Dodi e Donatela eram amanates, ele já levava várias vantagens. Mas, inesperadamente a Donatela engravidou e tinha certeza que o filho não era do Marcelo. Isso foi um golpe pro Dodi, que não é exatamente um cara afetuoso, e considerou que aquele filho representava uma super ameaça às suas regalias.

Foi aí que ele resolveu matar "três coelhos com uma caixa d'água só", como diria minha amiga Magda.

Matou o Marcelo antes que ele descobrisse que o filho não era dele e pudesse abandonar a Donatela para ficar com a Flora que, afinal de contas, era sua amante e tinha uma filha que todos tinham certeza que era filha dele também.

Para se livrar da possibilidade de qualquer acusação e de mais alguém com quem tivesse que dividir a herança milionária, incriminou a Flora. O que, aliás, deu muito certo, porque apesar de ela realmente não ser a assassina, nunca foi flor que se cheire.

Mas restava a criança, filho dele e da Donatela para deixar rastros e a possibilidade sempre presente de eles terem seu caso descoberto e correrem o risco de Donatela ser desmoralizada e perder a grana.

Diante disso, ele de alguma forma chantageou o Silveirinha - que sempre detestou a Donatela - para ele sumir com a criança. E foi assim que Halley foi trocado pelo bebê morto de Cilene, que até semana passada nem desconfiava disso.

Foi assim também que a Flora e o Halley ficaram ricos da noite pro dia.

Os valores ainda não foram revelados, mas imagina a indeização que ela recebeu pelos 18 anos passados na cadeia! Sim, porque alguém que conseguiu - no Brasil - ficar 18 anos cumprindo pena, certamente conseguiu na maior rapidez receber essa bolada.

O pai dela, o Pedro, passou a amá-la mais que tudo. Não só pela culpa de ter julgado e abanadonado a filha à própria sorte, mesmo diante de sua alegação de inocência, mas, acima de tudo, porque com essa grana ele escapou da morte pelas dívidas de jogo.

A Lara, coitada, foi internada na Clínica Holos, em Salvador, depois de três tentativas de suicídio. A frustração dela ficou cada vez maior, conforme ela ia descobrindo que não podia confiar em ninguém.

Depois que ela descobriu que o Halley havia mentido pra ela, fez a primeira tantativa, que, ÓBVIO, não deu certo. Isso aumentou sua revolta e ela tentou outra vez. Quando novamente não deu certo e ela percebeu que nem pra cometer suicídio servia, tentou outra vez e, após o fracasso, pirou de vez.

O Gonçalo e a Irene até hoje brigam porque os dois estavam com a razão, mas, por algum motivo têm suas restrições, um com a Flora, a outra com a Donatela.

O Dodi foi preso e o Dr. Salvatori foi na cadeia visitá-lo, planejando uma vingança maligna, porque a essa altura, São Paulo e o mundo sabem que ele é frequentador assíduo das noites do Parque Trianon. Quando tava saindo de lá inventou a mentirinha inocente, que rapidamente se espalhou entre os detentos, de que Dodi era pedófilo. Aí já viu, né? Princesa Dodi...

É... O mundo é mesmo cruel...

E aí? Qual é a sua aposta?
Está aberto o Bolão da Favorita!

Bjs.

terça-feira, 10 de junho de 2008

FM!!!


FM, nesse caso, quer dizer "fala merda". Merda é palavrão e eu não gosto de escrever palavrão, o que é uma grande bobagem, considerando que falo palavrões. Mas não deveria, porque é grosseiro e "tals", meus pais não gostam e blá, blá, blá...


Hoje meu dia teve disso: falei merda! Coisas de quem acha que tem opinião a dar, ou, como diria o Renato Russo, de quem fala demais por não ter nada a dizer. Não tinha nada que dizer aquilo... Pode se rasgar de curiosidade que eu nunca, jamais, em tempo algum vou repetir a merda gigante que falei hoje. Impensado. Impulsivo. Irresponsável.



Arependimento pode não matar, mas tira o sono. E como culpa é comigo mesmo, aqui estoueu, acordada! Pra variar, pensando, me consumindo, perdendo minutos preciosos do meu sono, que eu não compensarei amanhã de manhã. Imperdoável. Injustificável. Irrevogável.



Sabe o tipo de coisa que se diz num momento de fúria, ou até de empatia? Ninguém me perguntou, mas lá estava eu respondendo. Que raiva de mim mesma por repetir um erro tão primário e conhecido. Ofensiva. Generalista. Mentirosa.



Desculpa, pessoal. Não foi por mal...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Nem sei o que dizer...


Perdi o sono. Mais uma vez.
Isso acontece comigo com certa freqüência.
Algo perturba meu sono, eu acordo, percebo que estou com sede, levanto, bebo água, não durmo mais.

Péssimo.

Mas eu tentei fazer diferente essa noite; fiquei na cama pensando. E não deu certo.

Lembrei do traficante que eu vi no jornal. O cara tinha, dentro da cela do lugar onde está preso, duas pistolas, uma geladeira abarrotada, algum luxo e R$228.000,00.

Não, não tem zero demais aí. Duzentos e vinte e oito mil reais!
E ninguém viu, não é incrível?! Nos dois sentidos da palavra!

Incrível: adjetivo de dois gêneros e substantivo masculino; aquilo que não é crível, não se pode acreditar; fora do comum, ridículo, extravagante, excêntrico, singular, incompreensível (Houaiss).

Depois de tanto dólar na cueca e tantas outras coisas que ninguém sabe, ninguém viu, isso conseguiu me chocar! Minha reação foi rir...

Eu não tenho nada perto dessa grana. Mas fiquei pensando: e se tivesse?

1. Se tivesse, eu teria entrado naquele grupo de pesquisa, apesar do meu sobrenome, mesmo se fosse natural de uma tribo indígena da nascente do Rio Amazonas, e teria feito aquele doutorado.

2. Se tivesse teria processado aquelas pessoas, feito uma longa viagem pra desestressar e voltado linda e loura pra continuar a vida normalmente.

3. Se tivesse, talvez decidisse por continuar lá, podendo vir aqui uma vez por semana, nem que fosse só até o dinheiro acabar.

4. Se tivesse, teria um filho daqui a nove meses, com garantia de que ele/ela teria saúde, educação e segurança até ser dono(a) do próprio nariz, pelo menos.

Mas eu não tenho. E sabe por que?
Porque eu não sou traficante! Eu ouvi meu pai me dizer o que é bom e tô na lida, como a maioria de vocês. Eu optei por estudar e tentar sobreviver da maneira convencional: trabalhando. E sou obrigada a concordar com a minha mãe, que me disse hoje que a gente nunca ganha o quanto merece, ganha bem menos do que precisa, e menos ainda do que gostaria de ganhar.

Quem cresceu em Belém e ia às sessões do Cine Olímpia conhece bem como era o antigo funcionamento daquela loja famosa lá do lado. Todo sortimento de bala exposto e ao alcance das mãos. E sempre tinha um adulto descerebrado pra nos incentivar a sair da loja com os bolsos cheios de balinha... e do dinheiro que deveria ter sido usado pra pagá-las. O discurso era o seguinte: se eles (a loja) não quisessem que as pessoas pegassem, não deixariam exposto daquela maneira.

Será mesmo que deveria ser assim?

Eu tenho o orgulho de dizer que NUNCA, jamais, em tempo algum, saí daquela loja com uma balinha sequer no bolso que não tenha sido paga. Porque eu sabia, desde muito pequena, que aquilo não estava certo... Graças aos meus pais.

Eu fico imaginando quantas vezes as pessoas que roubavam balinha antes da sessão de cinema reproduziram isso de forma generalizada, seguindo a lógica do "todo mundo faz".
E quantas serão elas? Porque se forem a maioria...

O "dado concreto" é que eu não tenho essa grana.
E provavelmente você também não...

Vou dormir de novo!

Até.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Blogueiros Paraenses

Oi todo mundo!

Semana passada conheci uma comunidade no Orkut que tem uma proposta bem legal: agregar os blogueiros paraenses ou os forasteiros morando nas terras de cá.

Ah, sim! A comunidade se chama Blogueiros Paraenses, e o link está aqui
Comunidade de gente legal, com idéias legais, e textos mais legais ainda.
Recomendo!

Beijocas.